Análise PlayerUnknown's Battleground Mobile - Conversa de Sofá

Conversa de Sofá

Por Diego Matias em 16/04/2018

Análise PlayerUnknown’s Battleground Mobile

Depois do sucesso nos PCs, chegou a hora de testar e atestar se PUBG também entrega a melhor experiência do battle royale nos dispositivos móveis, confira nossa análise de PUBG Mobile.

Tudo que envolve o jogo PlayerUnknown’s Battleground parece merecer destaque. Não é pra menos, PUBG provavelmente irá entrar pra história da indústria como o título que popularizou o gênero Battle Royale, em que jogadores se enfrentam até que haja apenas um sobrevivente.

Pois bem, após ter atingindo o recorde de 2 milhões de jogadores simultâneos no PC, PUBG lançou sua versão mobile – gratuita, inclusive – e para a surpresa de ninguém, foi o jogo mais baixado em mais de 100 países. Usando o mesmo mapa original de Erangel, PUBG Mobile coloca 100 jogadores uns contra os outros numa versão menos imponente mas que mesmo assim possui complexidade e diversão pra quem estiver disposto a se familiarizar com os comandos na tela de toque do celular.

Tela inicial cheia de opções e recompensas

Em tese, o jogo todo está ali: da ilha inicial, à doce corrida por equipamento e ocorre que o conceito do jogo é tão simples e acessível a qualquer pessoa que já tenha jogado videogames na vida, que não demora muito pra entender como funcionam as coisas. Mas vamos por partes.

Samba pelo Telefone

É possível jogar como visitante, escolhendo um nome de usuário aleatório – e boa sorte porque todos os nomes legais já estão sendo utilizados – ou vinculando sua conta à do Facebook. Ok, razoável. Após o login você tem uma tela de criação de personagens simples onde escolherá atributos como etnia, gênero e cabelo. Personagem criado, podemos iniciar um jogo logo de cara, em um esquadrão, em dupla ou solo. Nessa mesma tela, estão os vários incentivos que o jogo te dá pra continuar: quase toda ação dentro do jogo ou nos próprios menus rende XP e moedas que serão utilizadas na compra de lootboxes com preço crescente. A boa notícia é que as caixas apenas dão itens cosméticos e a má notícia é que você não irá comprá-los diretamente, a sorte (ou azar) definirão se você irá receber aquela máscara maneiríssima estilo Army of Two ou aquele tênis azul-bebê que você já possui. Na minha experiência, jogue algumas partidas por dia e no final da semana você já terá como garantir que seu personagem não irá morrer congelado ao saltar do avião.

A doce corrida pelo loot

O minuto que passamos na ilha serve mais pra acostumar com os controles de toque do que como lobby. O cenário é bem otimizado pra um jogo de celular e a ilha está quase idêntica à original exceto, claro, por todos os detalhes que a um PC pode proporcionar. Janelas não possuem vidro ou qualquer obstáculo, as casas são construções mais simplórias – imagino que seja pra que o jogo rode na maior quantidade de celulares possível – e as texturas das árvores e do terreno se ajusta conforme chegamos perto. Apesar disso, existem configurações para aqueles que possuírem um celular de ponta desfrutarem de melhores gráficos.

Pronto pra ação!

Touch Too Much

Alguns dos melhores jogos mobile se destacam pela maneira como adaptam controles regulares à tela de toque. Horizon Chase, Chroma Squad e mais recentemente, os controles de Dandara foram pensados para telas táteis mas enquanto as adaptações desses jogos visam minimizar o problema que é ter que colocar as mãos na tela, PUBG Mobile coloca todos os controles possíveis ao alcance dos seus dedos e mais alguns conforme o contexto (abrir portas, entrar em carros, acessar menus) e apesar de não ser tão difícil de acostumar, você vai acabar dando uns tiros sem querer e a quantidade de informação na tela certamente vai intimidar quem não estiver disposto a se adaptar.

O trunfo da desenvolvedora LightSpeed & Quantum Studio é que tudo funciona bem. Com algumas adaptações que lembram o que foi feito pela Kojima Productions pra que o Metal Gear Solid Peace Walker pudesse ser controlado com apenas um analógico quando foi lançado no PSP. Com esses recursos e talvez alguns bots pra incentivar os jogadores iniciantes, PUBG Mobile flui sem nenhum problema e após a primeira partida, o jogo te dá incentivos suficientes pra você querer partir logo para a próxima. Uma pena que o processo até que o jogo comece (ilha/lobby, voo e salto), seja um pouco entediante mas isso é compensado pela sensação de adrenalina de estar no círculo máximo da partida caçando  e torcendo pra não ser visto pelo último jogador restante. Algo que poderia ser implementado no entanto é a famosa Kill Cam, pra termos informações sobre quem nos eliminou no jogo. Por enquanto, no momento da morte, surge apenas uma tela com os dados da nossa performance na partida. 

Esse aí não vai a lugar algum

A Kind of Magic

É excelente que um dos jogos mais populares da indústria atual receba uma versão acessível a qualquer pessoa com um celular, já que o original pertence a um nicho. Por mais que 2 milhões de jogadores componham um nicho gigantesco, celulares são muito mais populares que PCs e o fato de que o jogo atualmente é grátis certamente o tornará mais popular do que já é.

Seja você um dos milhões de jogadores de PC ou, assim como eu, um novo adepto do gênero, não há motivo para não recomendar PUBG Mobile. É divertido, é de graça e tem até suporte pra party quando você convidar seus amigos (Alô Nintendo!). 

Só pode haver um!
Let's rock and ride!
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