Conversa de Sofá

Por Flávio Ricardo em 06/01/2014

Hitman Absolution – o melhor assassino

Os jogos de espionagem e assassinato se renovam com Hitman Absolution. Confira nossa análise de Absolution e saiba como trabalha esse careca de poucos amigos.

Ficha técnica

  • Plataforma: PC/ PS3 / Xbox 360
  • Lançamento mundial: 20 de Novembro de 2012
  • Preço sugerido: R$ 179.90
  • Desenvolvedor: IO Interactive / Nixxes Software BV
  • Distribuidor: Square Enix

Quando jogos do gênero assassinato e espionagem são colocados à prova, de um lado estão os defensores de Sam Fisher e do outro os de Solid Snake. Sinceramente, esses dois são muito mainstream, nenhum deles é careca, tem um código de barras na nuca e atende como 47.

Hitman Absolution

Diferente de Fisher e Snake, o protagonista da série Hitman não tem uma bolsa cheia de gadgets legais ou uma central o ajudando em suas missões. 47 é muito mais instinto e pura habilidade na arte do assassinato. Se você é um fanboy desses outros dois senhores a lá 007, irá conhecer agora o significado da palavra assassinato.

Absolution

Em Hitman Absolution controlaremos um 47 diferente, motivos ainda desconhecidos nos colocam em uma situação bastante inusitada já na primeira missão: eliminar Diana. Sem entender o motivo para ser designado para essa eliminação, ele começa a questionar a agência e também a si mesmo, dessa forma pela primeira vez na série Hitman vemos o careca frio e calculista esboçar algo parecido com sentimentos, causados por seus conflitos internos.

Hitman Absolution

A história do jogo se desenvolve com 47 buscando respostas e lutando para defender uma garota, que de início parece ser filha de Diana, mas se releva um dos experimentos da agência, afim de criar uma assassina ainda melhor do que 47, a assassina perfeita.

Hitman Absolution

Em meio a vários caçadores de recompensas tentando matá-lo e capturar a garota, você deverá se infiltrar em alguns locais para conseguir mais informações sobre a garota e não necessariamente para eliminar um alvo, cabendo a você decidir se deve ou não, e como matar. Mas é claro, a todo momento você poderá usar de suas façanhas como assassino para se livrar de determinada situação.

Toda a trama se desenvolve com 47 fugindo ou caçando alguém, com momentos de auto conhecimento e revelação sobre a pessoa além do assassino. A história de Hitman Absolution é envolvente e bastante inusitada em alguns pontos, fazendo o jogador se empenhar em descobrir o que vem na sequência.

Gráficos

Os gráficos de Hitman Absolution são os melhores da série. Nos consoles impressiona e nos PCs é estonteantemente lindo. O jogo não foca tanto assim em detalhes ou texturas, trazendo ambientes nesse sentido relativamente simples, mas com muitos elementos como construções, veículos, armários e baús onde o 47 pode se esconder e uma quantidade bem grande de itens que podem ser usados como arma.

Os desenvolvedores tiveram bastante preocupação em fazer o básico, mas fazer bem feito.

Hitman Absolution

Um ponto que gera divergência na opnião dos fãs é o gráfico das cutscenes, que por sua vez diferente do gameplay, é cartonizado. Não se sabe o motivo, talvez para casar com o ambiente sádico passado pelo jogo em alguns momentos, talvez para tirar um pouco da realidade do jogo uma vez que o mesmo tem como princípio cometer assassinatos, de qualquer forma em quesitos gráficos o jogo tem esse pequeno “defeito”.

Som e trilha sonora

Muito bem produzidos e bem selecionados, todos os sons do jogo são bem reais, seja o caminhar de 47, sons de armas de fogo, objetos caindo ou se quebrando, água, explosões e até os sons produzidos pelas vítimas quando são atacadas e/ou mortas.

Hitman Absolution

O jogo possui um sistema onde o som feito pelo jogador pode ser crucial na execução de determinada missão, fazendo com que 47 seja descoberto ou ainda que ele o use a seu favor para distrair os inimigos.

A trilha sonora é exclusiva do jogo e muito bem produzida, as músicas geralmente passam um clima pesado, de suspense, ação e perigo ou até mesmo de tristeza em alguns momentos. Fazendo o jogador ficar cada vez mais imerso na trama.

Luz, câmera, AÇÃO

Junte belíssimos gráficos, um roteiro muito bem elaborado casado a trilha sonora perfeita. Parece um filme, e até o seria não fosse o fato de nós estarmos no controle da situação e das ações de 47.

Hitman Absolution

O gameplay do jogo flui MUITO bem, com movimentos que beiram a perfeição da realidade desde o caminhar, inimigos reagindo as investidas do careca de poucos amigos e até ações mais complexas como escalar, correr ou interagir com os elementos do cenário.

Mais uma vez senhores fanboys peço desculpas, mas 47 não anda como se estivesse “assado” como faz Snake ou escala paredes e canos como se as leis da física não existissem como Fisher, ele é apenas um homem, um bem foda, mas um homem.

Hitman Absolution

No jogo basicamente podemos andar, correr, andar agachado, se esconder atrás de paredes, caixas ou outra estrutura, entrar em dutos de ar, nos pendurar em estruturas mais altas, interagir com os elementos do cenário sendo possível usar alguns como arma e claro, eliminar nossos inimigos.

Hitman Absolution

Vale ainda citar um único ponto onde o jogo falha, a possibilidade de se disfarçar continua presente, mas peca na simplicidade e falta de realismo, sendo possível se trocar em qualquer lugar e sem a menor dificuldade. A roupa do disfarce simplesmente substitui a atual.

Vida após a morte?

Após completar o jogo fica aquela sensação de quero mais. Caso você tenha completado a campanha no difícil provavelmente terá desbloqueado grande parte das conquistas ou troféus, restando alguns mais simples e que não dão aquela motivação extra de continuar jogando.

Hitman Absolution

O jogo ainda possui um modo chamado desafios, onde você e seus amigos podem criar missões de assassinato que devem respeitar algumas regras para serem completadas.

As DLCs disponíveis apenas adicionam novas roupas e armas ao jogo, se tornando dispensáveis.

Avaliação:

8.5
  • História instigante e bem elaborada
  • Melhores gráficos de toda a série
  • Trilha sonora envolvente
  • Falta realismo ao se disfarçar
  • Modo multiplayer não convence
Mais sobre: , ,
É um sul-mato-grossense de 20 e poucos anos, que começou no mundo dos games jogando Master System e Mega Drive, quando então conheceu o melhor console já criado neste mundo: o Super Nintendo. Já foi dono dos "clássicos" PSOne e PS2 e hoje passa horas disputando partidas online de Gears of War 3 no Xbox 360.
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