O que podemos esperar de Assassin’s Creed Origins? - Conversa de Sofá

Conversa de Sofá

Por Tiago Matias em 21/06/2017

O que podemos esperar de Assassin’s Creed Origins?

Apresentando durante a E3 2017, o novo Assassin’s Creed Origins promete inovar em várias de suas mecânicas e faz bom uso de diversos recursos de outros títulos da Ubisoft já lançados.

Depois de um hiato de 2 anos e muitos vazamentos, finalmente Assassin’s Creed Origins foi apresentado ao mundo pela da Ubisoft na E3 2017, tanto na conferência da Microsoft quanto da própria Ubisoft. Dessa vez a história se passará no Egito e deve contar a origem da ordem dos assassinos. E o que foi mostrado no trailer e nos gameplays agradou bastante.

Logo de cara vemos o novo protagonista, Bayek, entrando em uma cidade montado em seu cavalo, elemento que não aparecia desde Assassin’s Creed 3. Não sei pra vocês, mas embora a montaria estivesse presente em AC3, pra mim foi impossível não comparar a cena com Geralt entrando em Novigrad em The Witcher 3. Aliás, o Bruxo polonês parece ter influenciado também na verborragia do novo protagonista, que agora faz comentários sobre o que está acontecendo  enquanto o jogo se desenrola.

Outra novidade é a materialização da clássica “visão de águia” que em Origins será exatamente isso: a água “Senu” fará o reconhecimento dos cenários, marcando inimigos e localizando objetivos, tal como os drones presentes nos games do selo Tom Clancy (Ghost Recon, Splinter Cell), também desenvolvidos pela Ubisoft.

Inclusive, uma das características marcantes da Ubisoft é o reaproveitamento das mecânicas desenvolvidas em outros jogos, estendendo-as para todos os demais jogos da produtora. Assim, o que funciona em um jogo, acaba implementado em outros, como a arma teaser de Marcus Wallace em Watch Dogs 2, saída diretamente de Splinter Cell Blacklist (WD2 também tinha um drone!). Aqui, além da mecânica de “drone”, a  águia “Senu” parece ter sido inspirada também pelo jogo Eagle Flight, lançado pela Ubi para as plataformas VR.

Também se destacam as novas mecânicas de combate que parecem ter sido renovadas em um sistema mais complexo do que o ataque-defesa-desarme tão característico da série Assassin’s Creed. Imagino que o For Honor tenha emprestado alguma coisa para a franquia dos assassinos, sobretudo pela utilização de um escudo pelo protagonista. Existem ainda armas de médio ou longo alcance, pois além do arco e flecha (utilizado lindamente), Bayek também parece arremessar algo como uma faca (?) nas costas de um dos inimigos. Talvez algum tipo de eliminação instantânea, ao estilo “Mark & Execute” de Splinter Cell? Ainda não dá pra saber.

Em certo momento, podemos ver a tela de menu do jogo, com influência óbvia de Destiny, apresentando ícones grandes e um cursor circular. Tenho a impressão que a Ubisoft percebeu que Assassin’s Creed não só estava saturado, mas também ligeiramente ultrapassado, mesmo com a atualização do motor gráfico em AC Unity.

Ressaltando ainda as influências, utilização de barcos pequenos para deslocamento no rio (Nilo, eu imagino) e a exploração do ambiente subaquático também parecem ter saído diretamente de The Witcher 3, já que a exploração em AC Black Flag era restrita a áreas específicas.

A ambientação no Egito está absolutamente linda, com uma direção de arte que preza pela claridade solar, deixando tudo mais bonito, em contraste com a ambientação urbana e cinzenta vista em AC Syndicate. Os belos cenários são de encher os olhos, assim como a primorosa qualidade gráfica do jogo, que provavelmente suportará resoluções mais altas do PC, Xbox One X e PS4 Pro.

Todavia, embora as melhorias implementadas sejam aparentes, infelizmente já existem indícios e rumores de que AC Origins não contará com uma segunda protagonista feminina, tal como Syndicate. Uma pena, já que a introdução de Evie Frye como personagem jogável em toda a campanha no jogo anterior foi muito bem recebida pelos jogadores da franquia. Também me preocupa a manutenção da infinidade missões secundárias, tesouros, páginas de livros e baús trancados que serviam mais para tirar o foco do jogador do que ampliar nossa experiência no jogo.

Ainda assim, tudo indica que Assassin’s Creed Origins tem potencial para ser um excelente retorno de uma das mais rentáveis franquias da Ubisoft, abrindo caminho para novas sequências que serão ancoradas em mecânicas e gráficos melhorados. Por enquanto, só nos resta esperar até o dia do lançamento  para entrarmos na pele de Bayek em suas aventuras no Egito antigo.

Assassin’s Creed Origins será lançado no dia 27 de outubro desse ano para as plataformas PC, PlayStation 4 e Xbox One.

Metaleiro não uniformizado. Cerveja, pizza, games e viagens ocasionais.
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