Conversa de Sofá

Por Tiago Matias em 28/02/2018

Nintendo Switch: o Vita 2.0

Será que o console da Big N é o substituto do PS Vita?

Lançado em março de 2017, o novo console da Nintendo chegou ao mercado com a grande responsabilidade de trazer a empresa japonesa de volta ao jogo, após a questionável performance do seu produto anterior, o Wii U. E mesmo com vendas iniciais catapultadas por nada menos que o novo Zelda , ainda assim o pensamento constante de quem abraçou a plataforma é: vai ter jogo pro Switch? Bom, já estamos em 2018 e o futuro do Switch é bastante promissor.

“Nindies”

Mario Odissey finalmente foi lançado e enquanto o carro chefe da Nintendo continua como uma marca poderosa no mercado, o suporte das chamadas Third-parties ainda é, de certa forma, modesto, mesmo com excelentes produtos como Mario + Rabbids. Ainda assim, a Nintendo parece estar se esforçando para ampliar catálogo e trazer um bom número de jogos à disposição de quem apostou no  Switch. E para a alegria dos Nintendeiros (não acredito que escrevi isso) um segmento em particular que está criando boas raízes no console: jogos indie.

Com anúncio oficial de suporte massivo para os chamados “Nindies”, a Nintendo deu o primeiro passo para algo que eu não imaginaria que pudesse acontecer: assumir o posto de sucessor do PlayStation Vita no mercado de portáteis. Não me entenda mal, não estou dizendo que o Vita era o rei dos portáteis. Todos sabemos que o 3DS deu uma surra no portátil da Sony em número de vendas. Meu ponto é que o PlayStation Vita, ao lado do PS4, era uma ótima opção quando o assunto era jogos indies. Antes restritos ao PC, esses ótimos jogos com baixo orçamento e muita criatividade ganharam ótimas versões nas plataformas da Sony, sobretudo no Vita, onde parecia estar “em casa”. Inclusive foram os indies, juntamente com os JRPGs que deram uma sobrevida à plataforma depois do abandono da plataforma pela Sony.

Até quando teremos novos jogos no Vita?

Afinal, o formato portátil é excelente para sessões curtas e os indies oferecem exatamente isso. Eu mesmo investi várias horas no Vita jogando Rogue Legacy, Salt & Sanctuary, Dead Nation e Titan Souls, por exemplo e ainda tenho outros na minha lista de desejos, como Shovel Knight e Axiom Verge. Ocorre que a Sony abandonou o sistema há algum tempo e a possibilidade de vermos um Vita 2.0, com hardware atualizado é quase zero. Mas, quem poderia imaginar que essa maravilhosa plataforma móvel com hardware atualizado viria da Nintendo?

Mesmo com a forte presença no mercado de portáteis, sobretudo no Japão, sempre tive em mente que a Nintendo iria continuar focando em um catálogo relativamente limitado, mas com exigente controle de qualidade, ampliando gradualmente a presença de third parties na biblioteca do Switch. Mas o que se vê hoje é uma presença cada vez mais expressiva de jogos independentes embarcando na proposta híbrida da Nintendo, o que antes eram vistos com frequência no PC e PS Vita.

Shovel Knight no Nintendo Switch

Jogos como Overcooked, Stardew Valley, Shovel Knight, Hollow Knight e Oceanhorn são anunciados para o Switch todos os dias, mostrando que os desenvolvedores enxergam o potencial da plataforma e a própria Nintendo está empenhada em não repetir os erros do passado, ampliando cada vez mais a experiência do consumidor da plataforma. A tela maior no formato móvel, as possibilidades de alternar para a TV e ainda o co-op local, fazem do Switch uma plataforma imbatível em comparação com o Vita. Inclusive, não me vejo comprando um indie no Vita se o mesmo jogo estiver disponível no Switch.

Olha o Switch vindo!

Em menos de 1 ano de vida, e 14,5 milhões de unidades vendidas (quase tudo que o Vita vendeu em toda sua vida útil), o Nintendo Switch já ultrapassou o número total de vendas do Wii U e tem tudo para ser a plataforma móvel a suceder o Vita e ser adotado pelos órfãos do portátil da Sony. Inclusive a aposta da Nintendo em jogos independentes ajudam a resolver uma parte do problema das Third-Parties no Switch: é bem mais simples lançar o próximo Hotline Miami do que um The Witcher 3, por exemplo.

Agora, considerando tudo isso, eu pergunto: a Sony vai se movimentar nessa direção? Existe alguma possibilidade de um novo console portátil da Sony? A solução híbrida da Nintendo será replicada por alguma outra plataforma? Quanto Axiom Verge vai entrar em promoção? Enquanto não temos nenhuma resposta a essas perguntas, nos resta aproveitar o maior número de indies possível no que hoje é o melhor console do mercado: o Nintendo Switch.

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