Conversa de Sofá

Por Flávio Ricardo em 31/12/2016

Conversa de Sofá escolhe os melhores jogos de 2016

Esse ano foi marcado pelo lançamento de muitos títulos AAA, alguns passaram despercebidos e outros tem presença nos consoles e PCs de todo mundo, mas afinal, qual foi o melhor jogo de 2016?

O ano de 2016 foi de altos e baixos para o mercado de jogos, felizmente mais altos que baixos, por mais que alguns jogos tenham “passado despercebido”, foi por má organização das publicadores ao lançar seus jogos em datas concorrentes ou má divulgação, em termos de qualidade, 2016 foi um ano de poucas decepções.

O jogo do ano foi “Overwatch”, o jogo da Blizzard levou pra casa o título de GOTY na maioria dos sites e portais especializados em jogos, assim cono na premiação do Video Game Awards. Apesar de ter diversos concorrentes de peso, o fator diversão e a já conhecida qualidade que a empresa coloca em seus produtos foram decisivos.

Nós é claro não poderíamos ficar de fora dessa escolha e nos reunimos para cada um, membro da equipe do Conversa de Sofá, escolher os nossos melhores jogos do ano. Cada um com seus próprios motivos e métodos de avaliação escolheu um jogo e disse o porque fez dele o seu melhor jogo de 2016.

Bruna Cardoso

INSIDE (Playdead)

INSIDE para PS4

Um pequeno jogo, uma grande obra. Feito pelos mesmos criadores de LIMBO, INSIDE é um jogo de aventura com puzzles, controles simples e com poucas cores.

O que não é simples neste jogo é a história, mais do que misteriosa, ela lhe convida a entrar em um mundo de teorias sobre o que realmente aconteceu.

Dentre todos os grandes lançamentos deste ano de 2016, INSIDE merece um lugar de destaque por sua jogabilidade maravilhosa, seu visual artístico e refinado, uma história impactante e por sua bela sonorização.

Diego Matias

Dark Souls III (From Software)

Até o início da 8ª geração, a série Souls era um jogo obscuro pra mim mas depois de jogar Bloodborne e terminar o Dark Souls original, passei a esperar ansioso pelo retorno da direção de Hidetaka Miyazaki em Dark Souls III. O terceiro jogo da franquia é tão sombrio quanto o original e carrega algumas evoluções apresentadas em Bloodborne e Dark Souls II; está mais ágil e menos trabalhoso em suas mecânicas secundárias – já bastam os altos desafios que encontramos em Lothric. O jogo é lindo, ameaçador e muito prazeroso de jogar. Exatamente o que eu esperava de um título da From Software.

Elton Calegari

Final Fantasy XV (Square Enix)

O game intitulado Final Fantasy XIII Versus foi anunciado através de um trailer fenomenal na E3 2006 e seria exclusivo de PS3. Seria o “episódio sombrio” da mitologia Fabula Nova Crystallis, a qual também pertence Final Fantasy XIII. No ano de 2013, ainda não tinha sido lançado e os produtores estavam em silêncio na mídia sobre o estado do mesmo, até que na E3 daquele ano o título aparece renomeado como “Final Fantasy XV”, o próximo jogo principal da franquia. Em 2016, finalmente foi lançado pela Square Enix para PS4 e Xbox One.

Um tratado de paz estava para ser firmado entre o Reino de Lucis e estado de Niflheim, tudo para finalizar a guerra que durava anos. A celebração porém é prematura, tudo era uma armação, Niflheim tinha o objetivo de roubar o último cristal que restava no mundo e que repousava no Reino de Lucis.

Niflheim então lança uma invasão ao Reino de Lucis fazendo com que o príncipe Noctis, herdeiro do trono de Lucis e protagonista do jogo, entrasse em ação junto aos seus amigos, Prompto, Gladiolus e Ignis para de algum jeito retomar o reino.

Na minha opinião é obrigatório que quem for jogar o game assista o filme em animação e o anime de Final Fantasy XV. Kingsglaive: Final Fantasy XV foca nos acontecimentos antes de Final Fantasy XV, na qual é exibido a queda de Insomnia (Capital de Lucis) por Niflheim.

E o anime nomeado de Brotherhood: Final Fantasy XV contém cinco episódios e mostra o desenvolvimento da amizade entre Noctis e seus amigos através de flashbacks e como eles estão atualmente, assim o jogador pode conhecer melhor os protagonistas da aventura.

Final Fantasy XV é o melhor jogo de 2016 pela sua narrativa incrível e mundo aberto intrigante, com personagens cativantes e trilha sonora impecável, além da ótima dublagem (japonesa). A campanha principal é linda e as missões paralelas não deixam a desejar.
As lutas são incríveis, a variedade de combos é grande, possui combates empolgantes e cenas de tirar o fôlego. Vale lembrar que é minha primeira experiência com um Final Fantasy, nunca tinha jogado e só agora me arrependo e muito.

Flávio Ricardo

Overwatch (Blizzard)

Eu sei, eu sei, parece cliché que o meu jogo do ano seja o jogo escolhido como GOTY pelo VGA, mas desde seu lançamento o jogo de tiro da Blizzard me fisgou, seja pelo seu background envolvente e bem trabalhado como é comum nos jogos da Blizzard, mas também pelo gameplay divertido que agrada tanto os jogadores mais casuais como os mais competitivos.

Ainda em 2015 eu me descobri um apreciador dos jogos de tiro, a ponto de ter o mesmo jogo tanto no PC como no PS4, e isso falando de cerca de cinco títulos, todos do mesmo gênero.

Overwatch trouxe consigo as melhores características que um jogo do seu gênero poderia trazer pra mim, gráficos bonitos, total localização em português, gameplay fácil, um objetivo bem definido aliado a exigência do trabalho em equipe que o torna instigante e claro, uma vasta game de “classes”, divida entre diferentes personagens que tornam cada partida uma experiência única.

Mesmo sendo um jogo completamente online, Overwatch não perde para outros títulos AAA com história já que a Blizzard se encarregou de dar vida ao mundo do jogo, fazendo o jogador criar um certo elo com seus personagens e tornando-o o grande sucesso da empresa neste ano.

Jandeilson

INSIDE (Playdead)

INSIDE para PS4

Embora poucos jogos tenham conquistado aquele espaço especial no coração em um dos anos que eu mais tive a oportunidade de jogar e apreciar, nenhum teve um impacto tão marcante como INSIDE. O novo jogo da Playdead é de uma sensibilidade e profundidade impressionante. A experiência foi dolorida, envolvente e perturbadora.

Sensações tão fieis à realidade bateram forte e me fizeram sentir um sufoco difícil de expressar. Em poucos segundos eu havia simplesmente desmoronado. INSIDE é especial. A maneira que interagiu com a minha ação e reação faz deste meu favorito de 2016.

Matheus Bonela

Overwatch (Blizzard)

Confesso que não dei muita atenção para Overwatch em seu lançamento. Logo eu, que joguei Team Fortress 2 desde o começo, acabei achando que era só mais uma cópia. Acaba sendo melhor que isso: Testei o FPS da Blizzard no fim de semana gratuito e comprei logo em seguida. Trata-se de um game equilibrado, fast-paced e divertido. Os personagens são cativantes, as habilidades particulares são bem definidas e o trabalho de localização da Blizzard é, como de costume, incrível. Em tempos que eu já não posso mais dedicar a um jogo tanto tempo quanto eu gostaria, uma partida rápida de Overwatch no fim do dia é sempre muito bem-vinda. E mais uma. Talvez uma terceira.

Tiago Matias

The Division (Ubisoft)

Não foi fácil escolher meu game preferido de 2016, graças à minha péssima memória. Mas após consultar a lista de tudo que foi lançado, e levando em conta que não joguei todos, o troféu fica com Tom Clancy’s The Division.

Contando com uma excelente ambientação (uma belíssima reconstrução de Nova Iorque) e apresentando um gameplay coeso que garantem bom divertimento.

A dificuldade acentuada (mas não injusta) traz desafio na medida certa, fazendo com que nós jogadores sempre tenhamos motivação para continuar avançando até o final. E ainda que a história deixe um pouco a desejar (principalmente na maneira que é contada), o gameplay semi-tático, o sistema de níveis e a descoberta de novos itens (próprio de um RPG), mantém firme a estrutura central do jogo.

E se o jogo é uma ótima pedida para quem gosta de single-player, é no co-op que The Division brilha. Jogando com um time de até 03 agentes, a dificuldade do game aumenta razoavelmente, proporcionando uma excelente diversão com os amigos. Além de tudo isso ainda existe a Zona Cega, que mistura PVE e PVP.

Dentre todos os outros jogos que pude experimentar esse ano, certamente The Division foi onde mais investi minhas horas livres e obtive o melhor retorno em termos de divertimento.

É engraçado observar como mesmo dentro de um mesmo universo, e uma mesma paixão (pelos games), cada um com suas particularidades vê em diferentes jogos um motivo pelo qual esse é considerado o melhor desse ano, acho que isso é o que torna jogar uma experiência tão fantástica.

O Pedro Cardoso do Videogame Mais também escolheu junto com alguns amigos redatores de outros sites e blogs, os melhores jogos de 2016, eu é claro votei no Overwatch, que na soma dos votos foi a escolhido como GOTY por lá também.

Espero que em 2017 tenhamos tantos títulos bons como em 2016, e que mais uma vez possamos nos reunir para compartilhar com vocês as nossas escolhas, quem sabe com ainda mais membros escrevendo sobre jogos pra vocês. Um feliz 2017 a todos vocês, e “bora” jogar!

É um sul-mato-grossense de 20 e poucos anos, que começou no mundo dos games jogando Master System e Mega Drive, quando então conheceu o melhor console já criado neste mundo: o Super Nintendo. Já foi dono dos "clássicos" PSOne e PS2 e hoje passa horas disputando partidas online de Gears of War 3 no Xbox 360.
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