Albino Lullaby

Albino Lullaby é um indie game de aventura e horror em primeira pessoa, que se passa em uma casa mal assombrada escura e surreal.

Em Albino Lullaby, você é um explorador que irá percorrer livremente uma casa assombrada em uma estranha cidade vitoriana que está localizada entre precipícios e passagens subterrâneas. A aventura voltada ao horror não quer dizer que você apenas tomará sustos ou terá seu sangue derramado. Na verdade, todo o espaço em que o game se passa é surreal a ponto de dinamicamente se contorcer em terno de você, em tempo real, com o desvendar da narrativa. E isso sim é assustador!

O game é jogado em primeira pessoa e possui uma narrativa bem elaborada que não demanda tanta distração em cada etapa que percorre. Ou seja, há bastante espaço para a imaginação do jogador e liberdade para explorar cada detalhe e os mistérios que vão surgindo. Aqui, a história vem antes do susto e não é usada para justificar o universo criado. Pelo contrário, a jogabilidade serve para ilustrar e tornar tangível cada passo dado na história, para mover o jogador dentro dela e contrariá-lo ao máximo entre sustos e piadas.

Ao observar o design do game, duas coisas me chamam a atenção: a paleta de cores com tons vibrantes e variados, e muitas palavras aparecendo como detalhes importantes do jogo. Há bilhetes e placas por todo canto, tanto com regras quanto pedidos bizarros de objetos inanimados.

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Minha experiência foi a seguinte: estou dentro de uma casa mal assombrada e os quartos giram. Um elevador abre e está cheio de objetos de tortura. Preciso encontrar uma chave e, olhando ao redor, ela está pendurada bem no meio da sala. Ela é enorme e de ouro brilhante. Quando chego perto, uma placa diz “Only an idiot would miss this” (tradução livre em português: “somente um idiota perderia isso”). Os botões que precio abertar estão em lugares assustadores e suplicam para que eu não aperte. Mas aí sim que eu preciso apertar! Alusões, truques e piadas. Um grotesco que arrepia mas me faz rir.

Meio surreal e meio bizarro, o game é assustor e engraçado ao mesmo tempo. O que é algo bom e muito raro! Isso porque  é uma daquelas produções de indie game que celebra os truques mais simples de terror, enquanto faz piada deles. Para quem gosta de cinema e é fã de Alfred Hitchcock, é um prato cheio de referências, tanto nos cenários quanto na trilha sonora.

“Quando há algum elemento que é assustador porém não cabe em lugar algum e seu cérebro não sabe o que fazer com ele, tudo o que sobra é rir sobre isso. Acho que o humor está em como absurdo e depravado é esse mundo que criamos no game. Isso faz dele uma experiência completa.” – diretor criatvo da Ape Law, Justin Pappas, no site do projeto.

Por fim, é uma produção em desenvolvimento que certamente está se esforçando para se sobressair em meio a tantos indie games que se passam em um universo de horror. A meu ver, aApe Law (o time por trás de tudo) está fazendo um ótimo trabalho!

conseguiu arrecadar $25, durante campanha no Kickstarter ano passado. A promessa é de lançamento ainda este ano, durante os próximos meses. Inicialmente com três episódios da narrativa, o game estará no e também será totalmente compatível com . Enquanto isso não acontece, você já pode testar uma demo do game que está disponível no Stand.


Este texto faz parte da série os melhores indie games a serem lançados em 2015. Cada post trará maiores detalhes de um game digital a ser lançado este ano que já está fazendo barulho. Alguns já estão nos testes finais, outros ainda estão rodeados de mistério. Acompanhe e descubra o seu preferido

Samanta Fluture
Formada em publicidade pela ESPM e Arte Digital pela Central Saint Martins em Londres, atualmente cursa mestrado em Tecnologias de Inteligência e Design Digital na PUC. Trabalha como redatora web para sites sobre comunicação, tecnologia, cultura e projetos criativos no geral. É apaixonada por arte, viciada em indie games e gosta de se aventurar na programação!