Análise Battle Worlds: Kronos (Nintendo Switch)

Battle Worlds: Kronos é um jogo de estratégia de guerra por turnos para quem gosta de batalhas longas e planejamento meticuloso.

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A primeira coisa que deixa claro que existem jogos fáceis demais por aí e por essa razão os desenvolvedores da resolveram que seu jogo seria uma experiência desafiadora. Apesar de que “desafiador” chega a ser um eufemismo, Battle Words: Kronos de fato entrega o que promete e exige toda astúcia que o jogador tiver disponível nas suas longas partidas que ocorrem nos mais variados terrenos do planeta. Terra, água, areia, florestas, neve e destroços influenciam a habilidade de movimentação das suas unidades de combate que precisarão ser colocadas com precisão para chegarem inteiras ao final das fases.

O conceito de estratégia

No jogo, começamos como um jovem e desconhecido comandante designado pelo general do exército da House of Telit para enfrentar a Ierla Inc. em batalhas que estão mais para Civilization do que já que, além do combate acontecer por turnos, os confrontos acontecem em terra firme (quero dizer, dentro do planeta), nada de batalhas espaciais. Esse combate por turnos é quase a transposição de um jogo de tabuleiros para a mídia eletrônica, com a exceção de que não há nenhum elemento randômico como o lançamento de dados. Em vez disso, cada unidade no campo de batalha possui pontos de movimentação e atributos de ataque e defesa com algumas variações. Por exemplo, certas unidades possuem apenas pontos de movimentação – caminhões de transporte – e outros possuem duas ações coringa que podem ser usadas para se mover ou atacar por duas vezes consecutivas. Também variam o alcance do ataque de cada tanque, sendo que o alcance nos hexágonos imediatamente ao redor da unidade o mais básico e algumas máquinas como o Priest, que possuem apenas longo alcance, não podendo defender a região imediatamente em torno de si, uma categoria mais única. Essa variedade de atributos, mobilidade e defesa faz de Battle Words: Kronos um jogo bastante estimulante pois cada encontro com o inimigo é um quebra-cabeças único que exige raciocínio afiado do jogador sob pena de ver seu exército ser dizimado em poucas rodadas mal executadas.

O jogo possui uma apresentação bastante simples, com cenas estáticas e escolha de diálogos na tela para nos fazer engajar na história desse conflito e seus personagens como uma repórter que tenta uma entrevista exclusiva com o comandante ou o capitão das tropas terrestres que não confia nos seus superiores pois esses costumam usar as unidades como peças descartáveis. Esses elementos não são capazes de afetar o modo como as partidas se desenvolvem mas podem ser o gatilho para uma condição única de vitória ou um objetivo opcional que dará vantagens futuras ao seu pelotão. Um toque interessante que exibe um pouco mais do mundo onde essa guerra se passa. O estilo gráfico que simula 3D nas unidade e é 2D no terreno foi bastante agradável para mim que gosto dos clássicos da Microsoft, e e é bastante interessante como o afastar da câmera ativa uma visão estratégica do campo de batalha inteiro, como se estivéssemos visualizando a guerra por um radar ou painel de comando.

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Tela tática com apresentação das unidades e tipo de terreno.

A batalha na tela de toque

Um ótimo aspecto de Battle World: Kronos é que ele pode ser jogado totalmente sem os controles, apenas com toques na tela sensível do Switch. Apesar da tela do ser pequena demais até para jogar com os joy-con ou pro-controller, e isso significa que jogar tocando com os dedos é uma guerra contra os erros de comando, oferecer variedades ao jogador sempre é algo a ser louvado. E ainda bem que os desenvolvedores decidiram que o jogador deve ter o controle da experiência, já que uma das escolhas capazes de melhorar muito a vida de quem não é tão versado assim em jogos dessa natureza, é a de poder deixá-lo mais fácil através da mudança do balanceamento de danos e resistência no menu principal – acredite, isso foi preciso pra que eu pudesse sair da primeira fase depois do tutorial e transformar a minha experiência. Então sai a frustração mas ainda permanece um pouco do cansaço porque as fases são bem longas, já que nenhuma movimentação é automática e mesmo com essa facilidade, o planejamento precisa ser feito com cuidado para não perder unidades valiosas.

Battle World: Kronos não é um jogo para todo mundo. Ele tem as suas qualidades e pontos fortes e também exige que o jogador se comprometa por algumas horas para que possa tirar proveito do que ele oferece. Se você é fã de estratégia por turno, já deve ter ouvido falar dessa série e acho que nesse caso, ele é uma escolha fácil. Caso você não tenha intimidade com o gênero (ou não saiba nada de inglês pois o jogo não está localizado) jogar no modo mais fácil pode ajudar muito a tomar gosto pelo estilo mas saiba que além do seu raciocínio, esse jogo também irá exigir dedicação e tempo livre. E caso você tenha uma irmã/irmão/esposa/marido com o mesmo interesse, o jogo oferece a opção de pelo modo Ad Hoc entre dois consoles.

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Esse cara vai te cobrar resultados.

A análise de Battle Words: Kronos foi feita com uma cópia para gentilmente cedida pela assessoria de imprensa do jogo.


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Diego Matias
Além dos reviews, escrevo no Riffs & Solos e faço vídeos com meu irmão no canal SuperContra. Passa lá!