Análise DOOM 64 (PS4)

Remaster do jogo cult lançado originalmente para o Nintendo 64 chega aos consoles modernos com melhorias visuais e de framerate, mas se mantêm o mais fiel a obra original possível.

Antes de iniciar esse gostaria de deixar claro que sou um fã recente de DOOM e comecei a minha história com DOOM 2016, que joguei a exaustão (platinado com muito orgulho) e recentemente completei e escrevi uma análise sobre , que você pode ler aqui.

Mas nesse espaço de tempo entre 2017, quando joguei o primeiro DOOM “moderno”, e o lançamento de Eternal, eu fui atrás da história da franquia como um todo, li muito sobre, assisti documentários novos e antigos, entrevistas, podcasts, etc.

Fiquei apaixonado pelo DOOMverso.

Não me entenda mal, eu joguei DOOM 1 e 2 na minha adolescência nas saudosas locadoras, onde era possível comprar por hora a jogatina, mas por conta disso nunca cheguei a terminar os jogos clássicos e tampouco tive contato com , já que nenhuma das locadoras da minha cidade tinham Nintendo’s 64.

A jogabilidade continua surpreendentemente moderna

E não estou sozinho nessa, muita gente no Brasil não teve um , preferindo comprar ou ganhar o outro titã da geração: o PlayStation 1, e por conta disso o acesso a DOOM 64 na época do seu lançamento era difícil e como quem jogava elogiava bastante, ele rapidamente se tornou um cult clássico.

Isso de forma oficial já que posteriormente com a pirataria era possível encontrar ROMs para PC, mas como nunca fui jogador de computador o game sempre permaneceu obscuro para mim e achei que continuaria assim visto que todos os outros títulos já estavam disponíveis na PSN e na Xbox Live, menos ele.

Mas isso mudou oficialmente em 20 de março de 2020, com o lançamento de um remaster de DOOM 64 para , , e .

Esse port ficou a cargo da com supervisão e publicação pela .

O game foi oferecido como um bônus para aqueles que adquiriram antecipadamente DOOM Eternal, mas também pode ser comprado separadamente nas lojas digitais por um preço bem em conta.

Contudo diferente de Eternal não possui legendas em português, mas como a pouca história apresentada não é difícil de entender e serve apenas como pano de fundo para a sua motivação em despedaçar as forças infernais isso não fere a qualidade desse remaster.

Foguete na sua cara!

Respeito às tradições

Baseado no trabalho original da , esse port é bem respeitoso ao produto original mantendo as suas características de jogabilidade e melhorando a resolução dos visuais dos cenários 3D e sprites 2D dos personagens, acrescentando resolução widescreen e refinando a iluminação, visto que o original era muito escuro em alguns trechos (ao menos nos longplays que assisti do original), além da inclusão de fases bônus que não integravam a versão de 64.

Os inimigos e armas clássicas estão todos aqui, com o adendo de ser em DOOM 64 a primeira e até então última vez que pudemos usar a excelente Unmaker, que faz seu retorno como arma opcional em DOOM Eternal se você cumprir todos os portões de desafio (Estou trabalhando nisso).

A trilha sonora, que diferente dos outros títulos não se apoia no heavy metal, é muito mais opressiva e em conjunto com os ambientes fechados, labirínticos e claustrofóbicos do game me fizeram sentir como se em alguns momentos DOOM 64 fosse um jogo de terror e não de ação.

Por conta justamente dessa ambientação, com certeza me senti menos o herói badass e muito mais vulnerável do que em DOOM Eternal, apesar de morrer bem menos aqui.

Matar a Aracnatron aqui é mais fácil que em DOOM Eternal

Existe também um sistema de passwords que permitem o uso de cheats que liberam todas armas ou o acesso direto a algumas fases, inclusive os níveis secretos logo de cara, o que é um facilitador para quem gosta de ir atrás de troféus ou achievements e fazer 100% no game.

Por outro lado, diferente de DOOM 1, 2 e 3, DOOM 64 não tem um troféu de platina, então se isso é algo para o qual você dê importância é bom saber antecipadamente.

Para quem já conhecia o game é a oportunidade de revisitar esse clássico com todos benefícios modernos e para aqueles que terão o primeiro contato com o título neste port espero que fiquem tão surpresos como eu fiquei com a fluidez e agilidade da jogabilidade mesmo depois de 23 anos, apesar dos visuais um pouco datado em determinados trechos.

Um título obrigatório tanto para novos fãs como para veteranos da franquia.

A análise de DOOM 64 foi escrita com base em uma cópia de PS4 gentilmente cedida pela assessoria de imprensa do jogo.

Papai Platina
Trophy hunter e pai de 3 filhos maravilhosos.