Análise Party Hard 2 (PlayStation 4)

Em Party Hard 2 nós jogamos como um invasor de festas cujo objetivo é assassinar o máximo de pessoas que puder sem ser pego.

Party Hard 2

Com uma premissa bastante única, da tinyBuild nos coloca no meio de festas completamente descontroladas para ir às últimas consequências e “colocar as coisas em ordem” usando toda sorte de recursos extremos. Tudo isso sem ser visto ou pego pela polícia, preferencialmente.

Meio Psicopata

Após tentar dormir sem sucesso, o protagonista mascarado atravessa a rua do seu apartamento com um objetivo em mente: silenciar a festa muito louca que está acontecendo há horas embaixo da sua janela. Claro que silenciar é um eufemismo e o jogo nos coloca em um cenário 3D isométrico e relativamente complexo munidos de uma faca de cozinha e ódio nos olhos por trás da sua carapuça. A tarefa é relativamente simples e cada fase exibe 2 objetivos: eliminar certos grupos específicos ou tocar o terror e mandar todo mundo comer capim pela raiz. Se você conseguir fazer tudo sem ser preso ou morto, segue para a próxima festa em um novo cenário. Esses são um chamariz à parte. Construídos em uma arte pixelada cheia de estilo, cada fase de foca em um tema específico e personagens coerentes como enfermeiros e enfermeiras em um hospital ou banhistas em uma festa à beira da praia. Dá pra dizer que certamente, o visual é o ponto alto do jogo desenvolvido pela Pinokl Games.

Party Hard 2 fase 3
Suba na moto e use a imaginação…

A complexidade dos cenários é bem-vinda e apesar de não ser possível nos esconder em armários, por exemplo, podemos fazer isso com os corpos das vítimas para evitar que alguém chame a polícia e alguns elementos do cenário funcionam como atalhos para que nosso homicida consiga fugir das autoridades. O maior problema que tive com o desenho das fases foi não conseguir identificar alguns elementos em seções escuras como becos ou corredores sem iluminação.

Em alguns desses lugares, objetos atrapalham o caminho ou atalhos ficam bastante escondidos dando bastante trabalho na hora de fugir de um agressor ou da polícia. É nessa hora que fica um pouco cansativo. As fases começam simples e a quantidade de objetivos a serem alcançados aumenta conforme avançamos, então é um tanto frustrante quando somos pegos e precisamos retomar do início. Some-se a isso uma certa imprevisibilidade dos inimigos e o resultado são alguns minutos rodando pela fase esperando por uma oportunidade de progredir que se for perdida, pode custar todo o avanço conseguido naquele cenário, algo que poderia ser mitigado por um sistema de salvamento. Como nada é de todo ruim, o co-op local facilita muito quando precisamos voltar e refazer uma chacina interrompida pela metade. Ainda bem.

Party Hard 2 fase hospital
As coisas estão fora de controle no hospital!

Criatividade Recompensada

Outro ponto alto de é a variedade de maneiras de que dispomos para alcançar o nefasto objetivo de dilacerar inocentes. Começamos com a famigerada faca de cozinha e cada fase oferece uma variedade de objetos e locais onde acidentes podem acontecer sem que a culpa recaia sobre o nosso personagem. Churrasqueiras, máquinas de refrigerantes, bebedouros que oferecem risco de choque ou o bom e velho piano na sacada servem como armadilhas perfeitas para dar cabo das vítimas de forma discreta e devem ser usados sem economia. Pessoas inocentes provavelmente irão morrer também com a explosão das caixas de som da boate, mas quando se está no ramo do esquartejamento não há que se ter pudores não é verdade? Contanto que não sejamos vistos e denunciados, fatalidades extras não são demérito algum no sistema de pontos do jogo, ao contrário.

é um jogo mais lento do que aparenta pelo visual e posso afirmar que, embora ele compartilhe algumas similaridades com Hotline Miami, esses dois jogos são bastante distintos um do outro já que a saga do assassino do telefone é frenética e brutal enquanto o nosso serial killer precisa agir de modo mais discreto (não digo furtivo porque não existe isso em ) tanto para permanecer coerente com o tema do jogo como para não perder o progresso alcançado. Se você gosta de jogos em pixel art, co-op local e com possibilidade de criar o caos por onde passar, mesmo que apresente alguns problemas, pode ser uma bela adição à sua biblioteca de jogos.

Party Hard 2 fase completa
Chegar nessa tela é um alívio!

A análise de foi escrita graças a uma cópia gentilmente cedida pela assessoria de imprensa do jogo.

Diego Matias
Além dos reviews, escrevo no Riffs & Solos e faço vídeos com meu irmão no canal SuperContra. Passa lá!