Análise Dreadout 2 (PlayStation 4)

Dreadout 2 é um game de terror e exploração inspirado em Silent Hill e Fatal Frame que une o folclore e lendas urbanas da Indonésia.

Algo bem interessante nesta review é que eu sou um amante dos jogos de terror e não sabia da existência de Dreadout, estranho né ? Quando assisti o Trailer de há pouco tempo atrás fiquei imaginando como e porque esse jogo passou despercebido desde o seu lançamento em 14 de Maio de 2014, e foi ai que corri atrás de informações sobre o game e fiquei empolgado para jogar a sequencia mesmo sem ter jogado o primeiro jogo que é desenvolvido pela da Digital Happiness.

é um jogo de terror e exploração em terceira pessoa que possui fortes referencias de jogos como Silent Hill e principalmente Fatal Frame, e o resultado é que ele consegue mesclar batalhas corpo a corpo vistas em Silent Hill e ao mesmo tempo o uso de câmera fotográfica para eliminar fantasmas como vimos em todos os Fatal Frame, só que em usamos o celular, sim, tempos modernos !

No game, assumimos o controle da personagem Linda Meilinda, uma jovem estudante e sobrevivente dos acontecimentos do primeiro jogo, onde em um momento especifico de sua vida, adquiriu um a capacidade de sentir e ver fantasmas, e é com esse poder que ela irá enfrentar diversos seres sobrenaturais e forças ocultas que estão ameaçando a sua terra natal afim de tomar força para destruir toda a humanidade.

Por trás deste rostinho bonito de Linda Meilinda…

Se por um lado Fatal Frame se passa em algum lugar do Japão e Silent Hill em algum lugar dos Estados Unidos, nos joga direto para a Indonésia onde a representação da cultura e cenário são bem fiéis e originais mantendo seu foco principal na história da nossa personagem com um bônus de folclore e lendas urbanas caminhando em segundo plano e que vão sendo descobertos no decorrer dos seus momentos de terror.

O começo do game é bem interessante mas confesso que fiquei com medo de em algum momento ele não entregar tudo aquilo que eu havia assistido no Trailer, mas após meia hora de jogo já era possível entender como o jogo funciona de maneira geral sem esperar por grandes novidades.

Parece tudo normal, mas não é bem assim…

Como um grande fã de Silent Hill e Fatal frame, logo de cara já me senti familiarizado com o e um detalhe que eu gostei bastante foi o fato de poder se esconder dos inimigos, algo que joguei há alguns anos atrás em Silent Hill Shattered Memories, o esquema é o mesmo mas em dado momento não é necessário o uso dessa mecânica e também não é tão eficaz como no jogo da Konami, a sensação que eu tive é que ela está ali só por estar pois na minha experiência ela até gera uma sensação desconfortável quando nos escondemos em uma pilha de cadáveres com sangue ou quando estamos em um hospital e nos escondemos em uma maca ao lado de um defunto.

e sua fórmula de colocar fantasmas em lugares inesperados.

Existe até uma cena interessante com essa mecânica de se esconder onde somos levados a um necrotério por um fantasma de uma menina, mas no geral ela não é nem um pouco funcional, usamos apenas algumas vezes e depois não é mais necessário, bom, isso é apenas um detalhe e você usa se quiser pois o jogo não te força a fazer isso, diferente de outros jogos de terror onde essa mecânica é totalmente funcional e precisa.

Esqueça câmeras fotográficas, e seja mal-vindo a tecnologia.

Um problema que me deixa completamente irritado em ,são pontos em que ficamos preso em uma parte do cenário e não conseguimos escapar, logo , ficamos ali parado sem chances de reação tomando dano dos inimigos até o game over, e não foi só uma vez que me deparei com esse problema, foram algumas e outras que realmente me tiraram do sério.

Mas como todo jogo de terror, nós queremos saber dos sustos e momentos de tenção, então afirmo que tem alguns momentos bem interessantes quando estamos em um local totalmente normal e quando você pisca os olhos está em uma espécie de mundo dos mortos, o cenário que antes era colorido fica totalmente preto e branco com um silencio absoluto onde só ouvimos os passos de Linda Meilinda e mais nada, e isso é gostoso demais de presenciar com o mix do medo do que vem pela frente.

Se prepare para ver muito sangue em Dreadout 2.

consegue entregar mais momentos de angustia e tensão do que propriamente sustos inesperados, ele até tenta em alguns momentos onde você olha para um local e não tem absolutamente nada ali, desvia a câmera e quando volta tem uma menina parada bem ao seu lado, ok, gera um pequeno desconforto mas não é nada que vá fazer você soltar o controle, mas tenho que admitir que tremi as mãos segurando o controle em um momento onde estava andando em um corredor e ao virar para esquerda tinha um corpo em decomposição pendurado no teto estrategicamente para te assustar, e deu certo !

Achei você !

O game consegue variar bastante na maneira de tentar assustar o jogador, seja por uma sombra de uma pessoa bem alta na parede, coisas e fantasmas que aparecem em momentos onde você se sente seguro, monstros que correm atrás de você de forma mais rápida do que nossa personagem (algo bem semelhante a pesadelos desse tipo) e entre outras formas ,como entrar em um novo cenário com uma aparência nada convidativa, como por exemplo aqueles clássicos corredores com luz vermelha que gera uma sensação de desconforto e apreensão porque sabemos que algo vai acontecer. Mas quase tudo em acontece de forma mediana, podendo assustar os mais medrosos com jogos de terror mas nem tanto os mais casca grossa.

Corredores vermelhos estão virando marca registrada em jogos de terror e sabemos o porque.

Dreadout 2 consegue fazer perfeitamente momentos de transição onde jogamos de dia onde o game é voltado para a exploração e encontro de pistas e objetos que fazem com que o jogador avance na história e momentos onde a escuridão e apenas a luz do celular de Linda Meilinda podem te salvar. Mas não é só isso, a nossa personagem também pode usar algumas armas brancas de ataque quando estamos, digamos, no outro mundo e lá conseguimos usar um machado para atacar inimigos e quebrar madeiras que impedem a nossa passagem, sem contar a batalha contra alguns chefes onde temos que usar o flash do celular para atordoa-los e assim desferir os golpes com machado onde o game deixa o jogador usar somente no momento da batalha, e no próximo capitulo lá esta Linda Meilinda apenas com seu celular que não descarrega nunca.

Linda Meilinda senta na cadeira da sala de aula e de repente os alunos…

Senti um pouco de facilidade com a questão do celular se comparado a Outlast, onde temos que achar pilhas para manter a câmera ligada a todo momento, já o celular da nossa protagonista não necessita de nenhum momento para fazer uma carga, a única coisa que acontece é quando tiramos bastante fotos para dar hits nos fantasmas e aparece uma mensagem dizendo que a câmera falhou e nesse curto momento da mensagem de erro, se não fomos ágeis, corremos um serio risco de tomar dano ou até mesmo deixar Linda morrer, fora isso o jogo de modo geral não é difícil e não existe modos de dificuldade até o momento em que finalizei.

Símbolos das forças do  mal estão espalhados em alguns lugares enquanto linda tenta solucionar um quebra-cabeças.

O inventário não podia ser outra coisa a não ser o próprio celular de Linda, com apenas um toque em um dos botões temos acesso as atualizações do que devemos fazer para progredir, fotos , mensagens, chamadas , um aplicativo para chamar motoboys (sim, usamos esse explicativo para visitar outros locais do jogo no qual não existe a possibilidade de ir andando) e uma pasta chamada Ghostpedia que mostra todos os principais fantasmas (chefes e sub-chefes) que fazem parte da história principal e uma parte onde tiramos fotos que representam lendas urbanas da cidade.

Essa é a tela do celular de Linda, e as opções que fazem parte do inventário, incluindo a Ghostpedia.

Se por um lado temos bons efeitos sonoros, os gráficos não acompanham e deixam a desejar, não é algo grotesco e mal feito, a pequena cidade é bem construída tendo como foco uma rua principal onde podemos ver restaurantes, cafeteria, mercado lojas de celular, e algumas outras coisas que chamam atenção por parecer ser tão fiel quando pensamos na indonésia, mas vi falta de elementos mais detalhados tanto na própria cidade quanto em alguns monstros e fantasmas.

Alguns são até interessantes de se ver, já outros nem tanto, mas em jogos de terror o detalhe gráfico serve apenas para deixar a experiência um pouco mais real e imersiva, mas não é o fator principal que vai decidir se um jogo de terror é bom ou ruim. Falo isso porque nos anos 90 eu joguei no PlayStation de um amigo, um jogo chamado Hellnight que por coincidência a personagem é um pouco semelhante a Linda Meilinda pela forma estudantil de se vestir e a introdução também lembra muito o cenário da Indonésia, os gráficos eram horríveis mas a atmosfera que o game gerava por saber que havia um monstro nos perseguindo nos corredores era extremamente assustador.

em Dreadout 2 Não jogamos a campanha somente com o celular, então esteja preparado para duelos corpo a corpo também.

Devo jogar Dreadout 2?

Se você não for tão exigente com qualidade gráfica e efeitos visuais de cair o queixo, vale o preço, caso contrário espere o jogo entrar em alguma promoção. O game mesmo com uma qualidade mediana, até que consegue gerar tensão, ótimos momentos durante a sua jogatina, ótima história onde vamos descobrindo todos os motivos que levaram linda a estar no meio deste terror indo até a sua infância para saber o que aconteceu lá atrás, uma boa variedade de locais para explorar, com alguns inimigos que podem te causar frio na espinha quando correm atrás de você gritando, outros muito bizarros sendo até mesmo grotescos.

Para zerar o game, acredito que tenha levado cerca de oito a dez horas de jogo, algo considerado pouco mas o suficiente para fechar um contexto dos acontecimentos com a Linda Meilinda sem que você fique enjoado ou desanime de jogar em algum momento, mesmo o jogo tendo uma pegada de exploração mas sempre se mantem linear para não gerar cansaço.

Que sensação prazerosa !

Baseado no custo x diversão, eu recomendaria Dreadout 2 justamente pelos preço que ele está sendo vendido em cada plataforma em que foi lançado, custando R$ 37,99 na STEAM (PC), R$ 74,95 no Marketplace (Xbox) e R$ 94,41 para assinantes da PSN (PlayStation). Então se achou o preço convidativo e acha que o game pode te proporcionar bons momentos de tensão e principalmente aquela gostosa sensação de finalizar um game de terror, vai lá e ajude Linda Meilinda a vencer as forças malignas que estão tentando dominar uma cidade da indonésia e coloque fim nesse mal antes que ele acabe com a humanidade.

E ah, antes que eu vá embora quero deixar essa pergunta no ar caso você jogue : O bem vencerá o mal ou vai se render a ele ? Jogue, faça a sua escolha e descubra!


A análise de Dreadout 2 foi escrita com base em uma cópia de Playstation 4 gentilmente cedida pela assessoria de imprensa do jogo.