Análise Bloodstained: Curse of The Moon

Inti Creates teve a tarefa de entregar a prévia do Bloodstained Ritual of The Night e criou um perfeito sucessor do Castlevania original de 1986.

Parece que a onda de videogames retrô não tem fim – ainda bem. , co-produtor do lendário Symphony of The Night e mentor da série dali pra frente acabou de lançar um dos jogos que prometeu quando abriu uma campanha no KickStarter para produzir sua própria série, agora independente.

Enquanto Bloodstained: Ritual of The Night ainda não viu a luz do dia, Bloodstained: Curse of The Moon, um pequeno e divertido spin-off teve seu lançamento garantido após as metas do financiamento coletivo terem sido atingidas. O jogo com estilo , clara homenagem aos primeiros jogos da série Castlevania, foi lançado dia 24 de maio e os fãs da série não poderiam ter recebido melhor agrado.

Castlev… quer dizer Bloodstained

Curse of The Moon funciona como um prequelpara a trama que será mostrada no Ritual of The Night e apresenta a história deZangetsu, um guerreiro que caça os demônios que o amaldiçoaram com a Maldição da Lua (Curse of the Moon). No jogo ele terá a ajuda de três aliados:Alfred, um alquimista que manipula essências dos demônios,Gebel, outro ser amaldiçoado que terá um papel no jogo principal eMiriam, a própria protagonista de . São oito fases temáticas com caminhos diversos para serem acessados por cada um dos personagens durante váriasplaythroughs.

É muito livro!

Stand By Him

Bloodstained: Curse of The Moon entra para o panteão dos jogos com aparência antiquada e jogabilidade moderna, emulam perfeitamente os gráficos do como Oniken, e (ok, esse trapaceia um pouco) e são uma delícia de jogar porque se a aparência 8-bits possui seu charme único, a jogabilidade rígida dos Castlevania antigos eu não desejo nem pros inimigos. Assim, exceto por Alfred, todos os heróis de Bloodstained são ágeis, sendo Miriam a mais rápida e com o pulo mais alto.

Sobre as habilidades únicas, Zangetsu é quem possui a maior barra de vida mas seu ataque é curto apesar de rápido e forte, Miriam usa um chicote longo, é ágil e pode deslizar junto ao chão por alguns metros. Alfred é frágil mas possui um ataque lento forte e as melhores habilidades especiais e Gebel ataca em área e pode se transformar em Morcego por alguns períodos.

A dinâmica de troca entre os personagens e o uso dos diversos poderes em cada situação é a camada estratégica do jogo. Alguns poderes podem ser ativados por um herói e usados por outro ou ativados para se chegar a um lugar específico, implicando que a perda de um aliado impeça que determinadas áreas sejam acessadas. Como uma vida só será perdida ao perder os 4 heróis e é possível ganhar uma nova a cada 20 mil pontos (aproximadamente), não será difícil passar pelos oito chefes com um pouco de paciência e estratégia e uma vez que a primeira campanha abre o modo Nightmare, Bloodstained consegue prender quem o experimentar por várias horas. Nada mau pro clone de uma série que não recebe um título nesse formato há pelo menos menos , mais precisamente desde que Castlevania Rondo of Blood saiu pro MSX.

Homem morcego

Dance Macabre

A Inti Creates, veterana desenvolvedora em uma das franquias mais clássicas do NES () e responsável pelo spin-off também 8-bits Mighty Gunvolt Burst conseguiu entregar um excelente produto que alegra o coração dos antigos fãs de Castlevania (que trilha sonora excelente!) e alimenta as esperanças dos apoiadores de Bloodstained: Ritual of the Night. Curse of the Moon tem em seu visual influências modernas de jogos como Shovel Knight – principalmente os chefes de fase – e a estética gótica dos cenários e personagens de Castlevania III – Dracula’s Curse e apesar de ser um título relativamente curto, por estar sendo vendido por um bom preço (entre 20 e 40 reais dependendo da plataforma* escolhida) eu não consigo elencar nada que o desabone.

Se você tem qualquer conexão com os lendários títulos de ação/terror da falecida , essa é uma indicação fácil, até óbvia. Caso seja um caçador de monstros de primeira viagem, essa é a oportunidade de conhecer, ainda que indiretamente, uma das franquias originais do NES que por acaso é uma mais influentes da história.

Mandou bem, Iga!

*Esse jogo não está disponível na Playstation Store brasileira. Tomara que isso mude em breve.

Diego Matias
Além dos reviews, escrevo no Riffs & Solos e faço vídeos com meu irmão no canal SuperContra. Passa lá!