Análise Fireflies (PC)

Fireflies é um game de plataforma em voxel com uma atmosfera densa e cheia de cantos perigosos. No jogo você controla um personagem perdido que lida com experiências dolorosas.

é um de plataforma desenvolvido pelos brasileiros da . O jogo que lembra já de início muito e INSIDE, devido ao seu estilo gráfico, movimentação e ambiente com tom mais escuro.

Tendo em mente todas essas características marcantes, veja abaixo nossa análise sobre esse indie brasileiro.

Bem mais que um simples indie

O jogo tem uma trama onde toda a experiência se passa dentro da mente da personagem principal que após vários traumas devido a abusos sofridos, se fecha de forma completa e então com a ajuda de uma psicóloga precisa enfrentar esses medos, e parte da terapia envolve vaga-lumes, ou Fireflies. O jogo conta com um prelúdio em forma de HQ, porém disponível apenas em inglês, que basicamente conta como é a vida da psicóloga, quando ela recebe a ligação de uma irmã da igreja dizendo que apareceu uma menina que não fala com ninguém e que faz vários desenhos que não possuem conexão. Como já era de se esperar, a atmosfera é bem tensa e conta com vários cenários quebrados e monstros de diversos tipos, sejam fantasmas, aranhas, lobos, ratos e outros tipos.

Também usamos os vaga-lumes para fazer algumas interações no cenário, como ativar eles em estatuas para liberar outros caminhos, seja para fazer uma onda de choque para quebrar coisas também e principalmente para ajudar a iluminar o caminho escuro da mente perturbada. Vale destacar que o jogo é curto então as coisas relacionadas a história acontecem de forma repentina fazendo com que você se foque ainda mais em entender o que está acontecendo e o que de fato aconteceu antes de entrarmos na mente da personagem.

Faltou clareza

Apesar de ser uma história que te pega no começo e faz você querer descobrir mais, o jogo deixa a desejar em outros pontos, talvez venha algo em algum futuro update mas nada que tenha sido informado ainda, até porquê o jogo seria demonstrado na 2020 em São Francisco mas devido ao Covid-19 acabou sofrendo esse impacto e talvez a falta de feedback do público também possa ter impactado da forma como foi lançado.

O jogo apesar de ser feito por um estúdio brasileiro, peca em não ter uma opção de localização PT-BR, o jogo todo é inglês e facilmente poderia ser feita uma tradução. Nisso que todo o jogo é inglês ao decorrer do game vão passando diálogos atrás do cenário como se fosse a impressão de ouvirmos a psicóloga pelo lado de fora e sempre que está ocorrendo o dialogo é em alguma parte onde tem alguma desenfreada também o que dificulta um pouco em você pegar os detalhes da trama.

Um ponto a ser destacado também é que a personagem principal não possui um nome o que também tira um pouco o peso, faz parecer que o personagem não tem tanta importância assim, em alguns momentos nos deparamos com chefões que também pelo fato de não existir nada especificado mais detalhes sobre eles, não sabemos se é uma forma física de algum trauma passado ou se é somente algum desafio a mais para nós naquele cenário, o que deixa várias perguntas no ar do tipo “porquê tive que enfrentar esse monstro?”.

Uma ponta de luz

Não dá pra dizer que o jogo não foi um acerto, apesar dos pontos de melhoria, sua jogabilidade bem feita e história cativante fazem com que o jogo deixe de ser um simples indie e passe a ter um valor que vai agregando cada vez mais nos cenários dos jogos que é essa narrativa pesada, de personagens com traumas, problemas psicológicos e fazer com que os jogadores pensem mais em como tratar o próximo ou como ajudar alguém passando por dificuldades ou até mesmo procurar a ajuda necessária caso esteja passando por dificuldades.

Parabéns a Smart Studio por trazer esse tema para um jogo e que mais estúdios sejam eles grandes ou pequenos façam mais jogos com essa base para conscientizar as pessoas, e que também mais jogadores brasileiros deem o devido valor aos estúdios nacionais, seja comprando ou divulgando nas redes sociais.


Nós do Conversa de Sofá acreditamos que o videogames são uma mídia poderosa e revolucionária e que somos muito privilegiados em poder ter acesso a essas obras desenvolvidas por pessoas talentosas do mundo todo. Por isso, nesta época em que somos ameaçados pelo Covid-19, fique em casa e aproveite a oportunidade para jogar muito videogame. Ficando em casa você não só pode apreciar os melhores jogos como também pode contribuir para que possamos voltar à nossa rotina o mais rápido possível, além de salvar vidas.

Andrey Mota
Batizado pelo Mega Drive, desenhista nas horas vagas e todo dia um rage diferente.