Análise Resident Evil Village: Shadows of Rose DLC (PlayStation5)

O conteúdo adicional Resident Evil Village: Shadows of Rose, mostra a filha de Ethan tendo que lidar com o legado recebido de seu pai.

shadows_of_rose_main

A Edição de Ouro de foi lançada no último dia 28 de outubro e, com ela, a DLC Resident Evil Village: Shadows of Rose, que avança dezesseis anos no futuro para mostrar Rose Winters já adolescente e sofrendo com os conflitos trazidos pelos poderes que herdou de Ethan entre Resident Evil 7: Biohazard e Resident Evil Village. A Gold Edition ainda traz ainda mais conteúdo para o modo Mercenários e adiciona a perspectiva em terceira pessoa ao jogo original, mas vamos focar na de Rose nessa análise.

Eu, Tu, Ela

A mudança mais significativa nessa DLC, e que parece enfatizar Ethan como o elemento fora da curva, é que Shadows of Rose é totalmente em terceira pessoa. A perspectiva escolhida torna o jogo mais leve, o que não é necessariamente bom, especialmente para um jogo de terror. Essa escolha parece ter relação com a direção tomada em , um jogo notadamente menos assustador que o seu antecessor.

Aqui, acompanhamos Rose já adolescente sofrendo as consequências de possuir poderes herdados do pai. Ela tenta de todas as formas se encaixar aos demais grupos de pessoas normais a ponto de não ter um segundo de dúvida quando uma solução lhe é oferecida.

shadows_of_rose_rose
Rose pegou a jaqueta do pai quando deveria ter pego o carisma.

Pois bem, a da moça nos leva de volta a alguns cenários de , onde iniciaremos nossa busca por artefatos para resolver puzzles e enfrentaremos alguns inimigos já vistos anteriormente e se isso parece lugar comum é porque, de fato, é. Infelizmente, Shadows of Rose decide repetir com bem pouca novidade, coisas que já fizemos quando jogamos a segunda de Ethan Winters pelo castelo Dimitrescu. O castelo é idêntico, exceto pelas partes bloqueadas pela gosma rosa (qual é a coisa dos japoneses com gosma cor-de-rosa?) que dá vida aos zumbis da vez, onde Rose precisa usar seus poderes para avançar na missão dela. A movimentação dela foi o que me causou mais estranheza pois mesmo correndo, os passos da heroína são lentos demais para uma garota de 16 anos tentando fugir de monstros sobrenaturais.

Sobrenatural também é todo o argumento dessa história, o que vai bastante contra a premissa de ficção científica (barata sim, mas ainda ficção científica) de horror biológico da franquia. Rose usa seus poderes para abrir caminhos no castelo estendendo as mãos na direção dos obstáculos e pronto, a gosma que travava o corredor agora virou cinzas. Não há nenhum raciocínio mais elaborado para avançar fazendo com que todo o nosso progresso pareça guiado artificialmente. A bem da verdade, essa é super fácil e só eu mesmo consegui ficar perdido naquele salão principal pois não prestei atenção a um detalhe óbvio (sim, eu sou desses).

shadows_of_rose_tv
Eu joguei Resident Evil (1996) numa TV dessas, crianças.

A reutilização de ideias já vistas em faz essa ter um ar de material requentado para manter o fã ocupado enquanto esperamos pelo prato principal no ano que vem, quando a Capcom lançará o remake de Resident Evil 4. Não é incomum que conteúdos adicionais sirvam apenas como desculpa para manter o jogador interessado em um jogo mais antigo, mas essa poderia se desprender mais daquilo que a gente já jogou e quem sabe assim, Rose Winters teria um pouco mais de relevância nessa franquia que tanto gostamos. No fim das contas, Shadows of Rose é uma DLC que poderia ter sido um arquivo de texto dentro do futuro Resident Evil 9.


 

Diego Matias
Além dos reviews, escrevo no Riffs & Solos e faço vídeos com meu irmão no canal SuperContra. Passa lá!