Análise Call of Duty: Vanguard (PS4, PS5, XBOX ONE / SERIES S|X e PC)

Vivencie o final da Segunda Guerra mundial em Call of Duty: Vanguard na visão de quatro personagens da Força-Tarefa Um em um combate épico.

Call of Duty: Vanguard retrata a Segunda Guerra mundial, mais precisamente nos momentos finais, perto da queda do principal responsável para que isto acontecesse, e é claro que estou falando de Adolf Hitler. Em Vanguard jogamos com quatro personagens diferentes, Arthur Kingsley, Lucas Riggs, Wade Jackson e e todos eles são líderes das forças especiais globais, conhecida como a “Força-tarefa Um”. A gameplay com cada um desses personagens é um show a parte, mostrando os seus perspectivos momentos de combate tendo como o antagonista, Hermann Freisinger que assumiu o posto de comandante oficial dos nazistas após a morte de Hitler.

Diferente de Call of Duty: COLD WAR, onde podíamos fazer escolhas que influenciavam na campanha, Call of Duty: Vanguard nos entrega uma história bem mais linear do que o seu antecessor, mas isso é um mero detalhe se compararmos o salto de qualidade que Vanguard tem se comparado a Cold War. O novo game da Activision e desenvolvido pela Sledgehammer Games nos da uma sensação de que teve um alto investimento, com bons atores que já participaram de outros jogos. E é claro que preciso mencionar as sequencias cinematográficas e em tempo real construídas na , o mesmo motor gráfico utilizado em Modern Warfare 2019, e dito isso, o game nos dá a sensação de estar assistindo a uma produção Hollywoodiana, na qual aposto que vão fazer vídeos juntando todas as cinemáticas.

Um ponto positivo de Vanguard é que a história não é baseada em um grupo militar vindo de um mesmo ideal em conjunto, muito pelo contrário. Call of Duty: Vanguard nos mostra as características, dons e habilidade dos quatro personagens jogáveis, sendo eles o Sargento Arthur Kingsley nascido em Camarões e ex combatente do exército britânico, líder da Força-Tarefa Um, e mesmo sofrendo um racismo sujo por parte do segundo antagonista Jannick Richter, capitão da SS Richter em seu interrogatório, não deixa de ser um personagem carismático, que carrega consigo um ódio que o faz lutar contra os nazistas.

Incrível o que a é capaz de fazer.

Quarteto Vanguarda e o Nazismo derrotado!

Podemos contar também com o tenente Wade Jackson, nascido nos Estados Unidos, onde sua maior habilidade é pilotar aeronaves. É um personagem bem divertido, mas quer sempre mostrar que é melhor do que os demais companheiros. Já o soldado Lucas Riggs, nasceu na Austrália e foi na cara e coragem se alistar para o combate na segunda guerra mundial, é um especialista ao lidar com explosivos, as vezes, tem um temperamento explosivo, mas no fundo é um homem de honra. E para finalizar temos a Tenente Polina Petrova, a comunista que nasceu na União Soviética e por um acontecimento mostrado na história, acabou entrando em combate carregando como herança de sua família, a habilidade de atirar em longas distâncias, suas habilidades como franco atiradora reverberaram tanto ao ponto de ser chamada de “Dama da Morte”.

E estes são os quatro personagens jogáveis da Força-Tarefa Um no modo campanha, Arthur Kingsley, Lucas Riggs, Wade Jackson e Polina Petrova, a “Dama da Morte”.

Em Call of Duty: Vanguard nós iremos enfrentar os alemães em localizações diferentes, como no Pacifico, norte da África e nas frentes orientais e ocidentais. Apesar da história mais linear abalar um pouco a variedade do game em si, ela consegue ser tão imersiva, pois queremos ir até o fim para saber o desfecho de cada um dos personagens, e mesmo não tendo uma dramaticidade vista em outros games da franquia, vale a pena acompanhar a narrativa empolgante e frenética que o jogo oferece.

Sim, a imagem tá embaçada sim pois estamos em guerra frenética e não uma viagem de férias para Paris.

lembra filmes de guerra…

O fato do game ter quatro histórias diferentes, cada uma delas com seus respectivos personagens, nos leva a várias experiências interessantes da segunda guerra mundial. E mesmo com um modo campanha curta levando de 6 a 7 horas para finalizar, nela podemos dirigir e até mesmo fazer combates aéreos, que pra mim é um dos pontos mais frenéticos de Call of Duty: Vanguard, onde tive grandes “lampejos” das cenas aéreas do filme Pearl Harbor, tudo é feito com maestria. A física funciona muito bem, com cenários destrutíveis, balas que atravessam portas de madeira e entre outras, deixam a experiência ainda mais imersiva, fruto de um bom trabalho da desenvolvedora Sledgehammer Games.

Ao avançar na campanha, a história dos quatro personagens é contada mostrando a motivação e a qualidade de cada um dos membros da Força-Tarefa Um, e uma vez que encerramos a visão de um personagem, automaticamente partimos para outro, com uma nova história e obviamente em um novo cenário, até que tudo tenha seu desfecho e a partir daí o jogador sai do passado dos personagens e entra de vez no presente em uma missão final para o desfecho do game.

Profundidade, iluminação e detalhes tudo em uma única imagem.

Modo Multiplayer

O modo multiplayer de Call of Duty: Vanguard até o momento conta com 20 mapas bem diversificados para todos os gostos de classes especificas, e ao menos dezesseis deles são baseados na história do modo campanha, ou seja os jogadores vão poder combater no Pacífico, na Frente Ocidental, na Frente Oriental e no Norte da África. Um modo novo chamado Patrol e que foi mostrado na Beta, é o que até então, me pareceu ser o mais divertido.

Diferente dos outros, esse modo conta com um alvo de captura sempre em movimento e não estático, como nos jogos anteriores, no modo Zona de Conflito, e isso faz com que os jogadores dominem as áreas tendo que se ajudar constantemente em uma dinâmica de gameplay mais frenética e variada do que os modos mais conhecidos. Meter bala nos inimigos não é bem o grande foco desse modo para se ganhar a partida, ou seja, esqueça de vez o mata mata em equipe e seja mais habilidoso e tático para sua equipe sair vitoriosa.

Esquece o Triple Kill, e foca na qualidade gráfica dos cenários multiplayer, o nível de detalhes é altíssimo.

Os modos clássicos continuam em Call of Duty: Vanguard, como o mata mata em equipe, baixa confirmada, dominação, localizar e destruir e além de partidas do Champion Hill que pode ser jogado em dupla, trio, e a novidade implementada é o direito de jogar solo. Também contém o modo Blitz suportando até 48 jogadores no total, o que pode assustar um pouco a quem vai jogar pela primeira vez um game da franquia COD.

Vota em mim, eu mereço…

Diferente de Call of Duty: COLD WAR, onde antes de cada partida temos uma animação mostrando os personagens chegando no mapa, Call of Duty: Vanguard não possui essa animação, ou seja, o game procura os jogadores no lobby, carrega o mapa e lá estamos nos esperando a contagem regressiva para começar o combate. Mas não fique chateado se curtia as animações antes do inicio da partida, porque o pessoal da fez o contrário e colocou uma animação muito mais interessante do que a vista no game anterior, pois nela é mostrada os três melhores jogadores em diferentes ações na partida e você tem a opção de votar em qual desses três achou melhor, e pra melhorar, o eleito melhor da partida ainda ganha um XP a mais, e isso automaticamente força o jogador a colaborar mais na partida, obviamente pensando no final dela, interessante né?

Engraçado ver jogadores pedindo votos para ganhar XP, “vota em mim, matei pra caramba!” campanha eleitoral em COD.

Senti que a jogabilidade parece estar mais pesada, e acho que pode ser um fator decisivo da em querer dar mais realismo na guerra que durou de 1939 a 1945. A jogabilidade de um modo geral não foge do padrão dos últimos COD, os botões de ações básicas permanecem os mesmos e também contamos com as classes e armas personalizáveis e com os famosos killstreaks , mortes em sequência que vão premiando o jogador com equipamentos, que se usados de maneira correta, podem mudar o rumo de uma partida.

Os mapas do modo multiplayer tem diferentes localizações, que vão desde praças, salões e coberturas, praia a mansões abandonadas e destruídas pela guerra. Gostei da maioria dos mapas pelo fato de ser bem diversificado para quem gosta de jogar com uma classe específica, como por exemplo os snipers, em Vanguard existem ótimos pontos para os jogadores se posicionarem e executar jogadores que estão em campo aberto ou até mesmo trocando tiro com os inimigos, que podem ser pegos de surpresa, como também mapas totalmente voltados para o confronto direto e frenético de media e curta distancia, e é ai que se diferencia dos demais FPS.

Virou fumaça!

Segue o nome dos mapas disponíveis em Call of Duty: Vanguard:

  • Berlin
  • Bocage
  • Castle (Mapa original de Call of Duty: World at War)
  • Das Haus
  • Decoy
  • Demyansk
  • Desert Siege
  • Dome (Mapa original de Call of Duty: World at War)
  • Eagle’s Nest
  • Gavutu
  • Hotel Royal
  • Numa Numa
  • Oasis
  • Red Star
  • Sub Pens
  • Tuscan
  • Airstrip (Modo Champion Hill)
  • Courtyard (Modo Champion Hill)
  • Market (Modo Champion Hill)
  • Trainyard (Modo Champion Hill)

Assim como os últimos jogos da franquia, Call of Duty: Vanguard continuará seguindo com o crossplay, sendo assim, jogadores de plataformas diferentes poderão jogar entre si sem maiores problemas.
Lembro dos últimos jogos da franquia Call of Duty e posso dizer que o que chama atenção neste novo título da Activision, são os visuais dos cenários. Eu achei os melhores gráficos de toda a franquia tanto no modo campanha quanto no multiplayer, é tudo bem caprichado, desde os detalhes das armas, vegetação e texturas a cenários exuberantes. O efeito sonoro das armas e ambientação no modo campanha soam perfeitamente, mas pecam mesmo que por muito pouco no modo multiplayer, que na experiência que eu tive, consegui captar alguns defeitos sonoros ao subir escada, trocar de arma atirar e não sair o som durante 1 ou 2 segundos, mas depois voltava ao normal e não era todo momento que isso acontecia, mas acontecia.

Modo Zombies

O tradicional modo zumbi, este desenvolvido pela Treyarch Studios está presente em Call of Duty: Vanguard mas tive uma sensação de que algo esta faltando nele e até o momento, o modo conta com um mapa chamado Der Anfang e mantém aquela mesma fórmula baseada em turnos que todos nós conhecemos bem. E o modo Epidemia, esse teve sua estreia no game anterior lançado no ano passado.

A experiência que eu tive jogando esse modo no Vanguard é mediana, pois esperava mais depois do que vi na campanha e multiplayer mas não quer dizer que é ruim e tem potencial para se tornar melhor. Nele começamos tradicionalmente com a classe que escolhemos em um mapa retirado de alguma parte de Stalingrado, no qual podemos entrar em portais que dão acesso a outros mapas retirados do multiplayer.

O modo zumbie está presente mais uma vez em Call of Duty: Vanguard.

E finalizando, para quem é fã da serie com certeza não vai se sentir decepcionado, mas como eu jogo FPS diferentes de , me sinto na obrigação de dizer que as grandes franquias não estão mais arriscando nas novidades, entra ano sai ano e temos jogos com praticamente as mesmas mecânicas, uma leve diferença na jogabilidade e a mudança total do cenário seguido de melhoria gráfica, obviamente por conta do avanço na criação dos games em geral. Mantendo a fórmula padrão de que vende milhões de cópias pelo mundo, Vanguard é mais um jogo da franquia que não ousa arriscar em novidades significativas, porém mais uma vez a mesmo mantendo a sua fórmula de sucesso sem grandes novidades, consegue entregar um COD tão grandioso e com um enorme potencial, visto que ele fara integração com o WARZONE, Battle royalle gratuito que terá seu mapa totalmente baseado em Vanguard, sentiu o peso da responsabilidade?

Ao que tudo indica o game vai mudar de uma zona urbana em Verdansk e provavelmente será ambientado em uma floresta, bem como alguns momentos que vi no modo campanha, é uma questão de tempo para que Call of Duty: Vanguard domine todo o cenário atual da franquia Call of Duty.

Diferente de outros anos, observei que dessa vez Call of Duty: Vanguard não causou tanto impacto nas redes sociais e comentários alucinados dos fãs da franquia, na verdade eu vi o game chegando bem morno ao mercado. Pela a experiência que tive, este título não se enquadra naqueles games onde você lê uma análise ou assiste a um vídeo de gameplay, acha legal mas prefere dar um tempo para pegar em promoção, não! Baseado na minha experiência com o jogo, Call of Duty: Vanguard é um game pra ser adquirido agora, mesmo que eu ainda tenha um sentimento que o jogo vai ser mais uma ponte para melhorar as armas para focar novo mapa do WARZONE, pelo fato de ser a febre do momento. No mais, acredito que mesmo sendo mais um game baseado na segunda guerra mundial, este sem sombra de dúvidas é bem superior ao seu antecessor em diversas questões técnicas, sem contar que através da diversão de jogar vídeo game, Call of Duty sempre nos conta uma história, lições de valores, e principalmente respeito. Então aproveitem o máximo que puder do jogo e se tornem um Vanguarda!

A análise de Call of Duty: Vanguard foi escrita com base em uma cópia de Playstation 5 gentilmente cedida pela assessoria de imprensa do jogo.