Conversa de Sofá escolhe os melhores jogos de 2020

Para fechar 2020, aqui estão alguns dos melhores jogos do ano na palavra dos nossos editores, sejam eles AAA ou indies charmosos!

O ano de 2020 foi muito muito para os games, apesar da virada de geração, jogamos muita coisa entre indies menos conhecidos e os famigerados AAA, tivemos a oportunidade de conhecer títulos que muitas vezes são deixados de lado de escondem histórias incríveis, dignas de prêmio de melhores jogos do ano.

Por isso, alguns de nós nos renuímos e escolhemos alguns dos jogos melhores jogos do ano, para compartilhar com vocês e quem sabe, dar aquele empurrão que faltava para você dar uma chance ao jogo!

A lista representa a opinião pessoal de cada um dos nossos editores, citados antes, e não está em ordem alguma.

Por Flávio Ricardo

VALORANT

Eu sei, eu sei. Eu sou o cara que vai a maré todo ano. Mas em 2020 eu joguei muito pouco em variedade de títulos, mesmo tendo jogado The Last of Us Part II, passei muito tempo desse ano com alguns party games e revisitando God of War (2018).

Assim como lá em 2016 eu escolhi Overwatch como meu jogo do ano, esse ano um novo multiplayer competitivo me cativou: VALORANT.

O funcionamento do jogo é bem simples, de um lado os atacantes, de outro os defensores, assim como Counter-Strike e outros jogos de tiro focados em combate em equipes.

Um dos diferenciais de VALORANT está no uso de habilidades especiais específicos de cada personagem, além do uso combinado destas para conseguir uma melhor eficiência durante as partidas.

O jogo, apesar do gênero FPS é desenvolvido pela Riot Games, mesma empresa de League of Legends, ou seja, carrega um bom lore e personagens cativantes.

Por Papai Platina

Eternal

DOOM Eternal

A trilha sonora de DOOM Eternal é composta por guitarras e baterias aceleradas e sintetizadores distorcidos, mas uma definição direta do jogo seria o refrão de uma música do Daft Punk: “Harder, Better, Faster, Stronger”.

DOOM Eternal é tudo isso e muito mais. É visceral, sanguinolento, mais rápido e vertical e tem gráficos impressionantes. Ele não é só mais um , mas sim uma maravilha que mistura ritmo, violência e adrenalina em primeira pessoa.

O Cara do DOOM não está fugindo das hordas infernais dessa vez, ele as está caçando para estripar e dilacerar.

Quer saber mais sobre? Leia a nossa análise aprofundada de DOOM Eternal.

Final Fantasy VII Remake

Final Fantasy VII Remake

Final Fantasy VII Remake é uma releitura excepcional de um clássico que foi a introdução aos JRPGs para vários jogadores e por conta disso a expectativa de todos era muito alta.

Felizmente a espera pela primeira parte da aventura acabou e a recepção do público foi a altura, tanto fãs nostálgicos como jogadores para os quais esse foi o primeiro contato com a franquia amaram o jogo.

FFVII Remake é lindo, tem uma jogabilidade mais moderna que o original de 97 e altera eventos e linha do tempo para surpreender quem já tinha toda a história decorada. Se isso será bem aproveitado para a construção do universo FF só saberemos com os lançamentos das próximas partes dessa jornada, mas por enquanto o hype está pago (e muito bem pago).

Aproveite e confira as nossas 7 Dicas para se dar bem em FFVII Remake.

Spiritfarer

Spiritfarer

Spiritfarer é um dos jogos mais emotivos e adoráveis lançados em 2020.

O game é um gerenciador de recursos, bem aos moldes dos populares Stardew Valley ou Harvest Moon, mas a temática principal aqui não é uma fazenda e sim a vida em um barco. Mas o que torna esse barco especial são os seus passageiros e suas histórias.

Em Spiritfarer você é Stella, a barqueira das almas, e todos os seus passageiros são pessoas que você teve convivência durante vida e faleceram por alguma doença ou velhice e cabe a você fazer com que a travessia delas para o outro mundo seja a mais tranquila e agradável possível.

Contudo, por incrível que parece, o jogo não é triste, pelo contrário, ele consegue ser lúdico e bonito por conta da estética e da escolha das cores dos cenários e personagens.

Spiritifarer é extremamente vivo, mesmo se tratando de um título sobre a morte.

Leia aqui o nosso review de Spiritfarer.

Mortal Shell

Mortal Shell

Mortal Shell é um ótimo souls-like que escapou do radar de muita gente, mas que merece destaque dentro do gênero por suas mecânicas únicas.

O game incorpora vários elementos de jogabilidade popularizados pelos jogos da série Souls da From Software, mas traz seus próprios ingredientes para engrossar o caldo dessa receita deliciosa que mistura desafio e frustração, tão familiar para jogos do estilo.

E considerando que ele foi desenvolvido por um time de 15 pessoas é impressionante o que conseguiram alcançar em matéria de qualidade.

Se você é fã de jogos nessa pegada não perca tempo, leia nossa análise de Mortal Shell e jogue agora.

Por Diego Matias

Hunt: Showdown

Hunt: Showdown foi a minha sugestão para Melhor Jogo de Tiro da BGA 2020 já que, mesmo estando disponível para outros sistemas, foi em 2020 que ele foi publicado para o console da Sony.

Hunt: Showdown mistura influências tão distintas quanto faroeste, battle royale e H.P. Lovecraft para que a gente entre na pele de um caçador de recompensas atrás de monstros grotescos.

A atmosfera opressiva e os tiroteios brutais são garantia de tensão e adrenalina em cada partida. Leia mais na análise completa de Hunt: Showdown para o PlayStation 4.

F1™ 2020

f12020 - destaque

O que tinha tudo para ser um jogo frustrante difícil de dominar para quem é iniciante, acabou se tornando uma das experiências mais acessíveis e divertidas do ano. F1™ 2020 consegue dar imersão, propósito e empolgar qualquer pessoa que acompanhe ou que já tenha acompanhado o campeonato de corrida pela TV.

Não é surpresa nenhuma que estava na lista de indicados da BGA e do TGA 2020. Leia a análise da edição “Deluxe Schumacher Edition” que publicamos quando ela foi lançada.

The Last of Us Part II

Um jogo que certamente deixou todo mundo que seguiu pela jornada épica e trágica criada pela Naughty Dog pensativo por dias e dias. Com controvérsias durante o seu desenvolvimento e tendo despertado nada menos do que ataques de fúria em jogadores menos maduros, A jornada final dos personagens mais humanos dos últimos anos é imperdível.

Leia a análise sobre The Last of Us Part II, o jogo que não faz questão de agradar ninguém.

Por Tiago Matias

Witcheye

Logo do Jogo Witcheye

Witcheye é um indie lançado em agosto/2020 que consegue a façanha de recriar a experiência dos jogos de 16bits do início dos anos 1990.

Está tudo lá: a pixel art crocante, trilha sonora bem desenvolvida, desafio na medida certa e muita diversão em um jogo mais do que recomendado para os adultos nostálgicos ou qualquer ser humano que goste de videogames! Eu acrescento que jogar Witcheye no acrescenta pontos de “coração quentinho” à nota final.

Se você se interessou, leia nossa análise de Witcheye e pegue carona na tentativa vã de reviver o passado que não volta mais.

Desperados III

Desperados III

Ah, John Cooper. Antes de John Marston e Arthur Morgan, o protagonista de Desperados: Wanted Dead Or Alive, era o meu referencial de justiceiro do velho-oeste americano nos videogames.

Desperados III revive e atualiza a franquia de estratégia com visual isométrico ambientada no velho-oeste americano e entrega tudo que há de melhor no gênero em um dos melhores jogos do ano.

Para saber como os alemães da Mimimi Games conseguiram essa façanha, confira nossa análise de Desperados III!

3

Wasteland 3 Title

Entre os RPGs lançados nesse ano, Wasteland 3 tem um lugar especial junto de Final Fantasy VII nessa lista, considerando que a mística que envolve a franquia e o belo trabalho feito pela na criação de um mundo cruel e cheio de escolhas difíceis devido às implicações éticas em jogo.

Com a compra da Zenimax/Bethesda pela Microsoft (que também é dona da Inxile), quem sabe o próximo Fallout não retorna às raízes? Veja mais detalhes na nossa análise!

Watch Dogs Legion

Watch Dogs Legion conseguiu fazer o que parecia ser impossível: superar Watch Dogs 2. Para conseguir essa façanha a Ubisoft mergulhou de cabeça em uma distopia cyberpunk de futuro próximo, contando a história de uma Londres sitiada e com a rotina de seus cidadãos permeada por grandes corporações, cabendo aos renegados do DedSec a tarefa de libertar a capital inglesa.

Com gráficos, jogabilidade e campanha excepcionais, não faltam motivos para o terceiro jogo da franquia figurar em qualquer lista de melhores jogos do ano. Se ainda tem alguma dúvida, leia a nossa análise de Watch Dogs Legion.

Demon’s Souls

Demon's Souls Key Art

Nada como um jogo da série Souls para colocar o significado de frustração em perspectiva, não é mesmo? Nesse ano, em uma jogada de mestre, a Sony resolveu relançar para PlayStation 5 a aventura que deu início ao gênero capaz de nos fazer sentir ódio profundo e felicidade suprema num curto intervalo de tempo, em um jogo em que absolutamente tudo é bom.

A Bluepoint Games conseguiu atualizar gráficos, música e design de som, mantendo o que há de melhor na indústria em termos de gameplay e desafio. Leia a nossa análise de Demon’s Souls e prepare o seu corpo para uma experiência brutal e absolutamente satisfatória!

Por Nando Pereira

Carrion

Que tal ser uma criatura ao invés de um herói ou protagonista em um game ?
Desenvolvido pela Phobia Game Studio, Carrion pode ser um refresco para aqueles que querem estar do outro lado, ou seja, podemos ser o mal nesse jogo que podemos chamar de terror reverso em que assumimos a forma de uma criatura e devemos devorar todos e tudo o que vier pela frente.
Carrion possui gráficos em pixel art bem detalhados, e a cereja do bolo é o controle da criatura que se encaixa perfeitamente no cenário ficando cada vez maior dependendo da quantidade de humanos que essa criatura criada em um laboratório secreto comer pela frente.

Indicado ao GOTY, Carrion é uma boa pedida para aqueles que querem ter a sensação de espalhar o caos ao invés de controlar ele. Te aconselho a por um fone de ouvido, escolher aquele banda de heavy metal preferida  e ler a análise pra pegar os detalhes desse jogão.

Neversong

Desenvolvido pela Atmos Games e de jogabilidade fácil com puzzles bem simples, Neversong toca em um assunto delicado e profundo, como solidão, ansiedade e depressão. Quem por ventura esteja passando por alguma situação semelhante, vai se sentir acolhido com o carinho e atenção que a desenvolvedora mostra logo no inicio da jornada, onde Peet acorda de um coma, percebe que a cidade onde vive não é mais a mesma e descobre que sua namorada desapareceu misteriosamente, então ele parte a procura dela a todo custo.

Mas por que que Neversong se encaixa nos melhores jogos do ano ?

A resposta esta estampada na vida de milhares de pessoas que sofrem com problemas mentais e mesmo que o jogo tenha um toque de fábula sombria com cenários tirados do universo de Tim Burton, ele tenta a todo instante mostrar que esses problemas são sérios e que precisamos pedir ajuda a quem confiamos para não passarmos por esse “inferno” sozinhos.
Neversong é um jogo que merece ser jogado e principalmente compreendido, vale cada segundo e o final com certeza irá te deixar reflexivo por alguns dias.

Caso esteja passando por esse problema, ou conhece alguém próximo que esteja e curta jogos eletrônicos, te aconselho ler a análise de Neversong, entender mais sobre o jogo e quem sabe dar um pouco de esperança para aqueles que se sentem no fundo do poço.

Flávio Ricardo
Software developer, 30 anos, já trabalhou como social media, atualmente faz de tudo um pouco no Conversa de Sofá e escreve sobre eSports no Arkade!